Sou Feia Mas To na Moda ( TORRENT )
O filme conta o início do funk, inspirado no Miami Bass, gênero dos anos 1980, e passa pela transformação dos bailes violentos em bailes do prazer.
Chamados de Lado A/Lado B, os bailes violentos eram marcados por corredores de briga, que dividiam o público em dois lados, e terminavam, muitas vezes, com a morte de participantes. Esse cenário mudou com os bailes que priorizavam a dança e as músicas com temas sexuais, os bailes do prazer.
Sou Feia Mas Tô Na Moda é o título de uma das músicas de Tati Quebra-Barraco, que no filme aparece aos oito meses de gravidez se apresentando em bailes lotados, rebolando e cantando letras sensuais, como 69 Frango Assado e Guerreira, acompanhada pelo coro feminino da platéia.
Apesar da referência direta a Tati, a personagem principal do documentário é Deize Tigrona, conhecida também como Deise da Injeção, responsável pela primeira música com letras explícitas, a Discurti, sobre a liberalização sexual das mulheres no funk: "Tira onda pra elas é viver de sacanagem / os gatinhos até gosta / mas tu sabe como é / se eles pagam motel / elas faz o que eles quer", diz a letra.
No filme, ela caminha pela comunidade de Cidade de Deus e explica as mudanças pelas quais o funk carioca passou, apontando alguns representantes do baile do prazer: Cidinho e Doca, Bonde Faz Gostoso, Gaiola das Popozudas, MC Catra, entre outros.

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